- Descrição A filosofia utilitarista foi criada por Jeremy Bentham no século XVIII e modificada por John Stuart Mill. Ela propõe o princípio da maior felicidade: toda ação deve buscar maximizar o bem-estar do maior número de pessoas pelo maior tempo possível, reduzindo as dores ao mínimo necessário. Bentham defende um utilitarismo quantitativo, que soma as unidades de prazer de todos os envolvidos. John Stuart Mill, por sua vez, aprimorou essa ideia ao afirmar que os prazeres têm diferentes qualidades—prazeres intelectuais e morais valem mais que prazeres apenas físicos, dando origem ao utilitarismo qualitativo. Esse pensamento guia decisões éticas e políticas, avaliando as ações pelo impacto coletivo e não apenas individual, e é super relevante para temas ligados a bem-estar social, direitos, política e desigualdade.
- Como Usar na Redação? Na redação do ENEM, você pode usar o utilitarismo de Bentham e Mill para fundamentar argumentos em praticamente qualquer tema, já que ele oferece um critério objetivo de análise social: gerar o maior bem-estar possível para o maior número de pessoas. Critique situações em que políticas, decisões governamentais ou práticas sociais não promovem o bem coletivo, contrariando o princípio utilitarista; ou ainda, destaque aspectos positivos de certas políticas ou ações, que vão de acordo com o conceito. Por exemplo, mostre que programas de saúde pública ou renda mínima são positivos pois aumentam a felicidade e diminuem o sofrimento geral, alinhando-se ao utilitarismo. Em temas como ética, manipulação política, direitos e desigualdade social, destaque como ações que beneficiam apenas pequenos grupos não atendem à lógica do utilitarismo. Use esse repertório para defender propostas de inclusão, justiça e ações que, de fato, favoreçam a coletividade, mostrando domínio de um conceito filosófico transversal e fortalecendo a consistência dos seus argumentos. Bem estratégico, né?
- Tema 1: A Uberização do Trabalho
- Exemplo na redação "Em primeira instância, cabe destacar que a gênese de tais aplicações dá autonomia social. Acerca desta premissa, pode-se traçar um paralelo com a Filosofia Utilitarista, iniciada por Jeremy Bentham e modificada por John Stuart Mill, na qual tem a máxima “agir sempre de forma a produzir a maior quantidade de bem-estar”: os aplicativos prestadores de serviços asseguram essa virtude ao darem maior liberdade aos usuários por serem mais baratos, gerar oportunidades de trabalho, garantir a liberdade de escolha ao servir, além do fato de o próprio mercado regular melhor as relações de trabalho que o Estado. Assim sendo, seriam drásticos os danos colaterais da não expansão do setor.”
Filosofia Utilitarista
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