- Descrição Durante o Classicismo e o Humanismo, nos séculos XVI e XVII, o dramaturgo português Gil Vicente destacou-se pela criação dos chamados autos, peças teatrais que faziam sucesso na época. No entanto, essas produções eram custeadas exclusivamente pela corte e pela elite, o que limitava drasticamente o acesso da população comum à cultura. Essa realidade escancara como o consumo e a participação em manifestações culturais estavam restritos a uma parcela privilegiada da sociedade, resultando em exclusão cultural e elitização da arte. Esse cenário histórico evidencia uma questão antiga, mas ainda super atual: as desigualdades no acesso à cultura e aos bens artísticos.
- Como Usar na Redação? Em uma redação dissertativo-argumentativa, principalmente nos temas ligados à cultura e ao acesso cultural, você pode citar o exemplo dos autos no Classicismo e Humanismo para sustentar a tese de que o acesso à cultura sempre foi desigual. Mostre que, assim como ocorria nos tempos de Gil Vicente — em que só a elite financiava e tinha acesso ao teatro —, atualmente o financiamento cultural ainda está concentrado em grandes centros urbanos e nas mãos de patrocinadores privados. Relacione essa realidade histórica à situação atual do Brasil, como a dificuldade de acesso a teatros, museus e cinemas nas periferias, assunto debatido na redação do ENEM 2019. Use o repertório para propor políticas de descentralização e democratização cultural, como aumento do investimento público em regiões marginalizadas e incentivos à cultura local, garantindo que todas as parcelas da população possam consumir e produzir arte. Isso fortalece seu argumento e te destaca aos olhos da banca!
- Tema 1: Democratização do Acesso ao Teatro no Brasil.
- Exemplo na redação "No século XV, durante o Classicismo e a linha humanista, Gil Vicente produziu várias obras teatrais, os famosos autos, assim como vários artistas, onde a elite financiava tais projetos, fazendo com que grande parte da população não tivesse acesso à cultura. Congruente a isso, a atual realidade do Brasil, mostra que apenas 39% dos brasileiros já assistiram a uma peça de teatro, fato advindo da centralização da cultura somada a falta de segurança pública, além das leis existentes para tais projetos.”
